
Vixe maria, "conversa de pé de oiti" deu o que falar - encheram minha caixa de e-mail, alguns desaforos é verdade, mas teve elogios também, ainda bem! O ego precisa. Principalmente quando se estar aposentado, vestido num pijama amarrotado, vendo a vida passar com a boca escancarada, ainda cheia de dentes, não esperando a morte chegar tão cedo - toc, toc na madeira, pé de pato mangalô tres vezes - mas, como me ensinou meu padrinho Davi, jornalista conceituado nos idos de 1960, tirado de circulação pela turma de 64 por conta de sua coluna num famoso Jornal paulista "falem de mim. falem de mau, falem de bem, mas falando bem ou mau falem de Edvaldo Paraiso de Carvalho" era mais ou menos isso, nem lembro bem, afinal em 1968 eu só tinha 16 anos e tava mais ligado nos beatles, os conflitos politicos só começou a me interessar a partir daí, depois que ele se foi, depois de tanta pinga pra preecher o vazio existencial de suas férias forçadas no exilio interiorano, onde os joranais só chegavam com um atrazo de mais ou menos cinco dias. Ainda bem que tinha o velho rádio a válvula na prefeitura quando a turma se reunia lá, à noite pra ouvir os noticias nacionais e o programa de Alziro Zarú, bons tempos.
Pois é, deixando essas velhas recordações de lado, vamos ao que interessa, a repercussão do pequeno texto "conversa de pé de oiti". Lá eu ia saber que este ponto estava sendo pensado e simultaneamente já tão combatido. Diz o ditado, o que não é visto não é cobiçado, parece que é assim que pensa alguns interessados em deixar tudo como dantes no quartel de abrantes. Minino... Teve de tudo, de ironias e zelo a destempero, nada não, ajente guenta! Mas por favor galera, deixe o pimpolho Bebel fora disso!
Fiquem com Deus, no próximo - Conversa de pé de oiti - depois de uma triagem dos e-mails desaforados e bondosos, vou dar nomes aos bois e botar o bloco na rua.
Rui Carvalho

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