segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Entenda a relação entre os poderes

Mandonismo e subserviência - De um modo geral, a população sempre reclama muito da câmara de vereadores, isso é ponto pacífico, algo generalizado, não temos registro de uma câmara municipal que goze de um conceito muito bom dos seus representados, o povo.
A grande problemática com a inoperância desse setor politico, consiste basicamente do dominio que o prefeito tem sobre os vereadores e seus orçamentos, em função disso a relação que se contrói entre o legislativo e o executivo, é de uma subserviência lamentável para todos e isso, até então, nenhum partido desde a constituição da republica, deixou de execer sua mão de ferro quando esteve no poder, nem mesmo os partidos ditos comunistas ou socialistas, que sobre o tema, preferem sempre, só manter o discurso.
Nessa barganha o prefeito sempre oprime aqueles que não foram da sua turma por ocasião da eleição estabelecendo o mandonismo de um lado e a subserviência do outro e a perseguição aos excluídos da sua base, é assim que funciona na prática.
Votos tribais - Um vereador quando eleito, quase sempre, por trás de seus votos há uma formação tribal, de onde canalizou os votos para garantir sua eleição, seja uma igreja, uma associação de moradores, um time de futebol e até mesmo há casos em que o mundo do crime financia. Raras as exceções daquele que vai angariando simpatia e carisma no seio da sociedade sem um foco específico. Essa dependência compromete sua legislatura para a sociedade como um todo. Se pois, o vereador enfrentar dificuldades e não garantir as espectativas de sua base, vai fracassar no próximo pleito, por isso termina se submetendo aos interesses do mandatario executivo.
Sabedor disso, o prefeito usa essa arma constantemente, e vai garantindo em votações mínimas o apoio para suas emendas, firma seus interesses em detrimento do edil, já que este para atender os seus, busca suporte no executivo, é aí que se forma o laço e os poderes se invertem. O vereador que teria o papel preponderante da fiscalizar, de estabelecer métodos e definir orçamento, para viabilizar sua cidade, passa então a limitar-se a aprovação sem análise crítica do que lhes é apresentado, por conta das barganhas que precisa para se estabelecer, o contrário, passará como um raio, pelo cargo outorgado pelo povo e sairá do mandato queimado. Raros são os que se salvam usando a criatividade e independência.
Para o caso de Lauro de Freitas, onde o executivo já conta de saida com uma maioria significativa na câmara, administra ao seu modo sem os riscos do confronto dos seus interesses já que alguns edis, para manter suas candidaturas submetem-se desde logo ao executivo na formação da mesa diretora da casa, aí, nesse momento assinam sua sentença e dos seus pares. Sem perceber limita-se na subserviência das vantagens auferidas e compromete todo o poder legislativo, mero coadjuvante nesse processo.
Vereadores personalistas, detonam seus pares, visto desde logo como adversários, como a querer eliminá-los, ledo engano, pois que adversários nunca deixarão de existir, pois sempre cairão alguns e se levantarão outros e todos vão sendo manobrados de uma forma ou de outra, salvo raras exceções, até que qualitativamente o filtro social vá melhorando suas performances e isso demanda tempo, muuuuiiiito tempo!
Rui Carvalho

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