domingo, 28 de dezembro de 2008

Vereadores de olho-gordo nos recheados cofres das câmaras

Uma cena patética ocorreu há pouco, abalando a costumeira tranquilidade de uma pousada no litoral sul-baiano.
Na hospedagem, estavam sete vereadores de Itabuna, preservando-se da sanha do trio Maria Alice, Ruy Machado e Fernando Gomes, que usa de todas as manhas e artimanhas para fazer a Mesa da Câmara.
A calma foi quebrada quando um advogado chegou ao local, acompanhado de dois brutamontes. A missão: levar a todo custo o vereador eleito Solon Pinheiro,(foto) peça-chave para definir se a Câmara terá uma mesa governista ou independente.
O advogado e seus dois "quebra-facas" foram imediatamente repelidos por um grupo de pesos-pesados, liderado por aquele que estão chamando de Silverinha da Câmara de Vereadores.
Essa é a temperatura em que se encontram os bastidores da disputa pela mesa diretora. Segundo foi apurado por este blogueiro, os vereadores Milton Cerqueira e Didi do INSS teriam dado um prazo para que o time governista assegurasse o apoio de Solon. Caso contrário, poderão reagrupar-se ao bloco independente.
Essa briga promete lances de emoção até o momento da posse, marcada para as 10 horas do dia 1º de janeiro.(pimenta na muqieca)
É sempre bom lembrar que essa guerrinha vem acontecendo em quase todos os municípios de porte médio, pelo Brasil afora, como Itabuna, Conquista e Lauro de Freitas.
Tudo isso por conta de um erro crasso do STF, quando em 2004, arvorou-se de legisladores e definiram uma nova tabela estipulando quantitativos de edis por faixa populacional e esqueceram-se de reduzir, na ocasião, o orçamento das câmaras municipais, na proporção dos cortes. Tirou as vagas e manteve o orçamento. Foram quase dez mil vereadores eliminados sobrando dinheiro nas câmaras, que passaram a ser mini-prefeituras, gerando uma briga de bastidores tão grande ou maior do que as próprias eleições. Aquele que promete redistribuir as sobras normalmente leva a presidência.
Essa questão fica evidenciada agora com a PEC 20/2008 que restabelece parte dessas vagas. Essa é a verdade que se evita levar a público, tratando do assunto de forma superficial, apostando na desinformação do eleitorado, provocando o sensacionalismo e escandalizando uma população de analfabetos políticos.
Com a PEC 20/2008, aprovada dias atrás, mas ainda não promulgada, restabelecerá até 7.343 vagas dessas anteriormente cortadas pelo STF, por isso a rejeição de sua promulgação, já que com o mesmo orçamento agora praticado, aumenta-se a representatividade, acaba-se a folga financeira que tem gerado tantas disputas. Pior, por conta de tais excedente muitas câmars tem tido dificuldade de fechar legalmente suas contas, vide por exemplo, a de Salvador em tres anos seguidos, outras e outras, não fecham as contas. É tanta sobra que para justificar as despesas acabam se comprometendo perante o TCM.
Rui Carvalho

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