
Saiu hoje na coluna Painel, da Folha de S. Paulo, que técnicos do PSDB na Câmara começaram a formatar, antes do recesso, o relatório alternativo ao parecer do deputado baiano Nelson Pelegrino (PT) na CPI dos Grampos. O eixo do documento tucano tem três pontos: 1) listar operações anteriores da Polícia Federal para mostrar que "nunca antes" houve empenho investigativo similar ao da Operação Satiagraha; 2) citar dados da auditoria do Exército para afirmar que a Abin tem pelo menos sete aparelhos capazes de produzir grampos não-autorizados; 3) cruzar dados do Conselho Nacional de Justiça com material enviado pelas operadoras para argumentar que ninguém sabe ao certo quantos são os grampos em andamento. Os autores do relatório já escolheram o nome do capítulo sobre ações anteriores da PF no governo Lula: "De Waldomiro a Romênio". Este último é o secretário do PT flagrado em escutas da Operação João de Barro, sobre desvios do PAC em prefeituras. Para os tucanos, o relatório de Pelegrino, que é da base aliada de Lula, será muito ameno com o governo. (Texto do Bahia Noticias)
Meu velho pai, que agora mora no ceu, mudou-se pra lá em 1988, ano em que meu glorioso esporte clube bahia sagrou-se campeão brasileiro pela segunda vez. Era um sábio ao seu tempo, mau alisou os bancos da ciência por força das ciscunstâncias da época, no sertão nordestino, mas, amante inveterado da leitura, tudo discutia, compreendia e ensinava. Foi referência para os alunos do então Ginásio Municipal Oliveira Brito em Araci, nossa pequena mas agradável cidade. Do seu comercio, atendia os estudantes em seus debates diário e o fazia com muito gosto, alguns carinhosamente o chamavam de cientista, pelas suas laboriosas invencionices no ramo da química, mas gostava mesmo era de folosofar. Certa feita me disse 'nem tudo é o que parece ser'. Depois, muito tempo depois, tenho ouvido essa acertiva com abundância, inclusive tem um belo filme sobre espionagem, tratando desse assunto, o que só consolidou o ensinamento longíquo. Tempos atrás, o painho da Bahia, o primeiro, Geddel ainda é estreante, falo do senador cabeça branca, aquele que burlou o painel do senado, foi condenado pela própria consciência, renunciou ao posto de presidente daquela instituição, voltando depois pelos braços do povo, como fez questão de frisar, ou seja, em tese, não foi condenado nem pelos juízes nem pelos baianos, apenas arrependeu-se e por isso "perdoado", mas o tema GRAMPO foi guarida para discursos e mais discursos, quiçá, tenha também subsidiado as eleições de Pelegrino, outros e outros que agora, apesar das oportunidades que a vida lhes oferece, demonstram estarem bem abaixo do velho senador que crucificado renunciou. Os mesmos algozes de ontem defendem, enganam e ludribriam a opinião pública, respaldados na popularidade do presidente Lula.
Tá vendo aí! Os algozes de ontem, poderiam se tivessem a mesma coragem se emparelharem aos seus réus, duvido! Antes, pelo contrario, querem jogar a sujeira pra debaixo do tapete das suas conciências, viu!
Rui Carvalho

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